As ações da Embraer (EMBJ3) fecharam esta segunda-feira (5) com alta de 4,85%, a R$ 92,89, em um dia de avanço para o mercado brasileiro, na sessão após invasão dos EUA à Venezuela e deposição de Nicolás Maduro da presidência do país.
Na avaliação de Lucas Girão, economista e especialista em investimentos, o movimento de alta da Embraer tem relação com o cenário geopolítico mais tenso.
“No pregão, há uma rotação clara de fluxo para empresas ligadas ao setor aeroespacial e de defesa, reflexo do aumento da aversão a risco e da expectativa de maiores gastos militares em diferentes regiões, o que acaba beneficiando nomes como a Embraer no curto prazo”, avalia o analista. Pelo mundo, as ações de defesa registraram ganhos.
Girão aponta que esse efeito setorial funciona como um catalisador imediato para o papel, especialmente em um dia em que investidores buscam empresas com contratos de longo prazo e maior previsibilidade de receita.
O desempenho da ação também está sustentado principalmente por fatores estruturais da companhia.
“A Embraer tem uma carteira de pedidos robusta, com forte demanda nos segmentos de aviação comercial, executiva e de defesa, além de maior exposição ao mercado norte-americano, que é estratégico tanto do ponto de vista comercial quanto financeiro. Essa combinação melhora a visibilidade de resultados e reduz a sensibilidade da empresa a oscilações pontuais do ciclo econômico”, conclui.
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