A queda de Nicolás Maduro, capturado por forças americanas e levado aos Estados Unidos, provocou uma rápida resposta do núcleo político e familiar do chavismo. Neste domingo (4), o filho do ex-presidente, Nicolás Ernesto Maduro, convocou apoiadores a ocuparem as ruas e afirmou que o grupo não pretende demonstrar fragilidade diante da ofensiva liderada por Washington.
Em mensagens direcionadas a militantes do Partido Socialista Unido da Venezuela e a movimentos sociais, Maduro Filho afirmou que a estratégia passa por mobilização popular contínua, com discursos centrados em “dignidade” e resistência.
Segundo ele, a ideia é manter presença constante ao lado da base chavista e sustentar pressão política enquanto o ex-presidente permanece detido no exterior.
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O tom adotado busca reforçar a narrativa de estabilidade interna, mesmo após a operação militar americana. O herdeiro político de Maduro afirmou que o grupo pretende manter viva a simbologia do chavismo e trabalhar pela volta do pai ao país, sinalizando que a captura não encerra o projeto político iniciado por Hugo Chávez.
“Não nos verão fracos”, afirmou o filho de Maduro.
“Vamos erguer as bandeiras do [antigo Presidente venezuelano Hugo] Chávez e trabalhar para trazer Nicolás Maduro para casa são e salvo”, disse, segundo a Rádio Miraflores.
“Estamos firmes (…). Estamos a avançar”, sublinhou.
A convocação ocorre em meio a protestos organizados nos últimos dias contra a ação dos Estados Unidos, que anunciaram ter realizado um ataque em larga escala para capturar Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
O governo americano informou ainda que pretende administrar o país até que seja concluído um processo de transição de poder, aumentando a incerteza institucional.
Horas após a ofensiva, o presidente Donald Trump declarou que não descarta uma segunda intervenção militar, caso considere necessário. Maduro e a esposa foram levados para Nova York, onde o ex-presidente deve comparecer a um tribunal federal em Manhattan para responder a acusações relacionadas a narcotráfico.
Com a prisão de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o comando interino do país. A transição, no entanto, ocorre sob forte tensão externa e com sinais de divisão na comunidade internacional. Enquanto alguns governos condenaram a ação militar americana, outros saudaram a saída de Maduro do poder.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, alertou que a operação pode gerar “implicações preocupantes” para a estabilidade da região, reforçando o debate global sobre os limites da intervenção e os riscos de escalada do conflito na América do Sul.
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