Chavistas e apoiadores vão às ruas na Venezuela em protesto após captura de Maduro

Apoiadores e Nicolás Maduro ocupam as ruas de Caracas, capital venezuelana, desde a captura do atual mandatário e da primeira-dama, Cilia Flores, por agentes dos Estados Unidos no último sábado (3).

Maduro e a primeira-dama foram levados aos Estados Unidos para serem julgados por um suposto envolvimento com o tráfico internacional de drogas, denunciado pelo governo de Donald Trump. Com a captura de Maduro, forças americanas passarão administrar o país até que se possa fazer uma “transição segura e criteriosa”.

Nas ruas da capital venezuelana, policiais e grupos de guerrilha alinhados ao chavismo participam dos atos. As manifestações em favor de Maduro acontecem nas proximidades do palácio presidencial, local em que foram instalados telões com mensagens de apoio ao governo derrubado, segundo informações da Telesur, emissora estatal ligada ao regime Maduro.

Os manifestantes defendem que lideranças pró governo não negociem “nenhuma gota de petróleo com Washington ou celebrem qualquer acordo até que Maduro seja libertado. Eles também denunciam que a ação militar dos EUA não representa um fato isolado, mas sim um novo passo em uma política constante de hostilidade e agressão à soberania nacional.

“Exigimos respeito. Por isso estamos nas ruas, apoiando o nosso presidente Nicolás Maduro. O povo está nas ruas. Aqui estão as mulheres da pátria, mulheres combatentes. Maduro não está sozinho. Cilia, conta com o povo”, declarou uma das manifestantes à Telesur.

Membros do grupo paramilitar conhecido como “Colectivos” participam de uma marcha pedindo a libertação do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após ele e sua esposa, Cilia Flores, terem sido capturados em decorrência de ataques dos EUA contra a Venezuela, em Caracas, Venezuela, em 4 de janeiro de 2026. REUTERS/Gaby Oraa
Membros do grupo paramilitar conhecido como “Colectivos” participam de uma marcha pedindo a libertação do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após ele e sua esposa, Cilia Flores, terem sido capturados em decorrência de ataques dos EUA contra a Venezuela, em Caracas, Venezuela, em 4 de janeiro de 2026. REUTERS/Gaby Oraa
Um membro do grupo paramilitar conhecido como “Colectivos” participa de uma marcha que pede a libertação do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após ele e sua esposa, Cilia Flores, terem sido capturados em decorrência de ataques dos EUA contra a Venezuela, em Caracas, Venezuela, em 4 de janeiro de 2026. REUTERS/Gaby Oraa

Tentativa de conciliação e governo interino

Na manhã de domingo (4), a presidente em exercício da Venezuela e vice de Nicolás Maduro, Delcy Rodríguez, ofereceu-se para colaborar com os Estados Unidos.

Em uma declaração publicada nas mídias sociais, Rodríguez ‍disse que seu governo priorizará uma relação respeitosa com os EUA, mesmo tendo criticado a invasão no sábado como uma apropriação ilegal dos recursos naturais do país.

‘Convidamos o governo dos EUA a colaborar conosco em uma agenda de cooperação orientada para o desenvolvimento ‌compartilhado dentro da estrutura do direito internacional para fortalecer a coexistência duradoura da comunidade’, disse Rodríguez. ‘O presidente Donald Trump, nossos povos e nossa região merecem paz e diálogo, não guerra.’

Um ativista, usando uma máscara recortada representando o presidente dos EUA, Donald Trump, e amarrado com uma corda, ajoelha-se no chão enquanto pessoas participam de um protesto anti-Trump para condenar a ação militar dos EUA contra a Venezuela para capturar o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, no centro de Seul, Coreia do Sul, em 5 de janeiro de 2026. REUTERS/Kim Hong-Ji/Foto de Arquivo

Maduro irá a tribunal

Nicolás Maduro deverá comparecer nesta segunda-feira (5) a uma audiência no Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan, em Nova York, às 14h em horário de Brasília, para se defender formalmente das acusações impostas a ele pelo governo de Donald Trump.

O ex-presidente venezuelano foi capturado em Caracas no último sábado (3) pelos EUA sob a acusação de crimes relacionados ao narcotráfico e associação a grupo de terrorista.

A acusação movida pelo governo americano afirma que o ex-presidente usou o tráfico de drogas, em especial a substância cocaína, como uma arma contra os EUA na tentativa de ampliar seu poder e enriquecer seus “aliados de cartel”. Maduro segue detido na prisão federal de segurança máxima no Brooklyn, em Nova York.

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