Em um ano bastante positivo do Ibovespa, fechando com alta de 34,1%, aos 161.127,44 pontos, 4 ações subiram mais de 100%, com destaque para companhias ligadas à economia doméstica, como empresas de educação e de construção civil.
65 ações do Ibovespa fecharam com ganhos no ano. Confira abaixo as principais:
Cogna (COGN3): avanço de 239,78%
As ações da Cogna (COGN3) foram de longe a maior alta do acumulado de 2025, com ganhos acumulados superiores a 200%, ainda que registrando queda em dezembro.
O movimento ocorreu em meio a uma sequência de melhora de resultados e visão de um corte mais próximo dos juros básicos da economia (no primeiro trimestre de 2026), o que beneficia ações ligadas ao consumo doméstico e empresas endividadas (o caso da Cogna).
No último resultado divulgado, no dia 6 de novembro, o Bradesco BBI ressaltou que os números da Cogna no 3T25 foram fortes, superando as projeções do BBI (+6% para o Ebitda, ou lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações; o lucro líquido ajustado, excluindo imposto de renda diferido e reversões de contingências, totalizou R$ 73 milhões, contra R$ 22 milhões das projeções do banco). O crescimento da receita foi sólido, de 15% em relação ao ano anterior, 2% acima das estimativas do BBI.
Mais uma vez, o destaque foi a Kroton, com crescimento de 16%, impulsionado pela forte captação em ensino presencial e a distância (+18% e +6%, respectivamente), bem como pelo maior valor do ticket médio (+9% e +14%). O Ebitda também surpreendeu, com alta de 10% em relação ao ano anterior, 6% acima das suas estimativas.
Após os resultados, o BBI reiterou recomendação de compra para a Cogna, sendo a sua principal escolha no setor, com base na dinâmica atual de resultados positivos e no valuation.
Cury (CURY3), Cyrela (CYRE3) e Direcional (DIRR3) entre maiores altas: +112,88%, +102,32% e 93,42%
Bons resultados, sinais de redução de juros ano que vem e programas do governo como Minha Casa Minha Vida (MCMV) estiveram entre os motivos para a alta dos papéis de três construtoras em 2025.
As ações da Cury se destacaram entre as ações de construtoras, setor que esteve entre as maiores altas do Ibovespa. A atração do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), maior liquidez das ações após sua inclusão no Ibovespa neste ano e um atraente rendimento de dividendos recorrente de 8 a 9%, apoiado por uma sólida geração de caixa, estiveram entre os fatores para a avaliação premium de CURY3, segundo apontou o Bradesco BBI.
Também entre as altas, a Direcional (DIRR3) teve manutenção de um ritmo de vendas resiliente, acompanhada de margens competitivas, geração de caixa constante e manutenção de uma alavancagem em níveis conservadores, ressaltou o BB-BI em relatório sobre o desempenho das ações em 2025.
O BB-BI ressaltou que, em suas perspectivas para 2025, apontou o cenário mais atrativo para o segmento econômico, que os levou a escolher Cury e Direcional para representar o setor imobiliário, não só por questões macroeconômicas, mas principalmente por seus desempenhos operacionais de destaque dentre os pares.
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“Seguimos com uma percepção bastante positiva para essas companhias, tendo em vista que o segmento econômico permanece aquecido, e ambas apresentam crescimento consistente, margens elevadas e estruturas de capital bastante eficientes em nossa opinião. No entanto, para 2026, optamos por propor uma rotação em nossa seleção, especialmente por um patamar de avaliação relativa moderadamente mais esticada para essas companhias”, apontando também a Tenda (TEND3, fora do Ibovespa), por sua recuperação operacional.
Por outro lado, no segmento de médio e alto padrão, e de luxo, a ação da Cyrela (CYRE3) registrou fortes ganhos em 2025 e também segue entre as preferidas para 2026. Isso uma vez que, segundo a equipe de análise do BB-BI, a companhia tem demonstrado grande habilidade para selecionar os lançamentos imobiliários certos para cada região de atuação, gerando valor mesmo na atual conjuntura de juros mais elevados. “Uma vez que nosso cenário base prevê início de um ciclo de cortes nos juros domésticos, o que pode reduzir gradativamente as taxas para financiamento imobiliário, acreditamos que a companhia consiga capturar uma melhor demanda ao longo do ano”. aponta.
A Ágora Investimentos ressalta que o setor de construção civil teve um ano brilhante em 2025 e mantém uma visão positiva especialmente para o segmento voltado para o público de baixa renda, visto que o Governo continua a apoiar o MCMV (por exemplo, expansão do orçamento do FGTS para R$ 160 bilhões, o aumento das faixas de renda e subsídios adicionais), o que deve sustentar a demanda e manter as margens saudáveis, com ações de empresas como Direcional (DIRR3) e Cury (CURY3) potencialmente pagando dividendos extraordinários. Como alternativa entre as maiores empresas, segue com a Cyrela (CYRE3) como a preferência.
Eneva (ENEV3): valorização de 111,31%
As ações da Eneva (ENEV3) tiveram fortes ganhos no ano, com alta acima de 100%, com o mercado de olho na oferta robusta de gás flexível, sendo um dos principais motores de crescimento.
Em dezembro, a XP Investimentos iniciou a cobertura da Eneva com recomendação de compra de compra e preço-alvo para final de 2026 de R$ 27,10. Para a casa, a opcionalidade e o conjunto de oportunidades de atuar como o principal provedor de flexibilidade energética do país seguem amplamente subestimados pelo mercado. Se a Eneva assegurar um novo hub de gás natural liquefeito (GNL) no Ceará no próximo leilão, poderá deter cerca de 25% da capacidade nacional de GNL, além de uma participação ainda maior na capacidade ociosa. A XP ressalta em relatório que, assim como no setor elétrico, a produção flexível de gás abre múltiplas avenidas de rentabilidade.
O relatório também destaca espaço para a companhia avançar na monetização do gás onshore e na oferta de GNL flexível.
O JPMorgan também reiterou a sua visão positiva para as ações. Na visão do banco, a Eneva é a ação com maior risco de alta dentro da sua cobertura, principalmente devido ao potencial de crescimento. No curto prazo, o leilão de capacidade previsto para março de 2026 pode surpreender positivamente tanto em volume de contratos quanto em remuneração regulada.
BTG Pactual (BPAC11): valorização de 99,02%
Os resultados fortes ao longo do ano guiaram um ano bastante positivo para as ações do banco.
O desempenho de preço foi sustentado por uma série de resultados acima do consenso, demonstrando que a melhora nos fundamentos acompanhou o rali, ressaltou a XP Investimentos.
O BB-BI ressalta que o ano de 2025 não apenas foi marcado por um contexto de resultados resilientes para o setor bancário, mas de um fluxo significativo para a renda variável brasileira, levando diversos representantes a apresentarem bom desempenho no período, com o Índice Financeiro da B3 (IFNC) escalando ainda mais do que o Ibovespa (40% no ano), com destaque para os nomes associados a crescimento: entre eles, o do BTG Pactual.
Recentemente, os analistas da XP revisaram suas estimativas de lucro líquido para cima em +18% para 2026 e +19% para 2027, impulsionadas por um momentum mais forte na receita e alavancagem operacional sustentada, mantendo recomendação de compra para os ativos.
Confira as ações do Ibovespa que subiram em 2025:
| Ticker | Valor (R$) | Variação no Ano (%) |
| COGN3 | 3,16 | 239,78% |
| CURY3 | 32,22 | 112,88% |
| ENEV3 | 20,18 | 111,31% |
| CYRE3 | 29,62 | 102,32% |
| BPAC11 | 52,58 | 99,02% |
| DIRR3 | 14,12 | 93,42% |
| VIVA3 | 33,24 | 89,19% |
| CPFE3 | 53,29 | 82,69% |
| RDOR3 | 40,61 | 78,11% |
| CEAB3 | 12,76 | 77,22% |
| BBDC4 | 18,19 | 69,05% |
| ALOS3 | 28,37 | 67,28% |
| TIMS3 | 21,34 | 65,68% |
| CPLE3 | 13,08 | 64,94% |
| ITUB4 | 39,22 | 63,94% |
| VBBR3 | 25,33 | 63,84% |
| SBSP3 | 133,38 | 62,45% |
| TOTS3 | 42,08 | 61,54% |
| ITSA4 | 11,68 | 61,10% |
| BBDC3 | 15,6 | 58,05% |
| ENGI11 | 47,16 | 55,90% |
| YDUQ3 | 12,17 | 54,64% |
| MOTV3 | 15,06 | 53,83% |
| IGTI11 | 25,57 | 52,93% |
| BEEF3 | 5,76 | 52,38% |
| EQTL3 | 38,5 | 52,05% |
| SANB11 | 34,06 | 52,05% |
| MRVE3 | 7,79 | 49,23% |
| VALE3 | 71,95 | 48,83% |
| VIVT3 | 33,1 | 48,30% |
| SMFT3 | 23,3 | 46,08% |
| UGPA3 | 20,9 | 44,54% |
| PCAR3 | 3,8 | 44,49% |
| CVCB3 | 2,16 | 44,00% |
| MGLU3 | 8,94 | 43,27% |
| BRAP4 | 19,89 | 41,54% |
| RENT3 | 43,57 | 41,23% |
| PSSA3 | 48,36 | 40,42% |
| FLRY3 | 15 | 39,79% |
| AURE3 | 11,87 | 38,99% |
| TAEE11 | 42,11 | 38,61% |
| B3SA3 | 13,89 | 38,07% |
| HYPE3 | 23,56 | 37,94% |
| MULT3 | 27,25 | 35,91% |
| ASAI3 | 7,28 | 35,57% |
| ISAE4 | 27,54 | 33,88% |
| EGIE3 | 31,37 | 30,11% |
| ABEV3 | 13,86 | 29,41% |
| CXSE3 | 16,62 | 25,62% |
| GOAU4 | 9 | 23,63% |
| IRBR3 | 53,7 | 20,62% |
| GGBR4 | 20,39 | 18,07% |
| LREN3 | 13,45 | 17,57% |
| CMIN3 | 5,45 | 16,45% |
| CMIG4 | 11,2 | 16,42% |
| USIM5 | 5,95 | 15,31% |
| RADL3 | 23,45 | 12,20% |
| BBSE3 | 36,15 | 11,47% |
| AXIA3 | 50,61 | 10,74% |
| AXIA6 | 52,42 | 9,55% |
| CSNA3 | 8,94 | 6,18% |
| EMBJ3 | 88,6 | 1,77% |
| PRIO3 | 41,42 | 1,59% |
| POMO4 | 5,97 | 1,53% |
| MBRF3 | 19,98 | 1,42% |
| RENT4 | 41,5 | 0 |
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