Quanto você teria hoje se tivesse investido na Vale (VALE3) há um ano?

Imagem mostra um maquinário usado em campos de mineração.

A Vale (VALE3) segue como uma das ações mais presentes no portfólio do investidor brasileiro, sustentada pelo peso relevante no Ibovespa, pela forte geração de caixa e por um histórico consistente de distribuição de dividendos.

Considerando os últimos doze meses, incluindo o pagamento de proventos (dividendos e juros sobre capital próprio – JCP), quem investiu R$ 30 mil há doze meses teria hoje na conta de sua corretora R$ 49,595 mil.

Já quem aplicou R$ 20 mil estaria, atualmente, com R$ 33,064 mil. Enquanto isso, uma aplicação de R$ 10 mil, sempre considerando os proventos, teria hoje R$ 16,531 mil.

Dessa forma, o acionista da Vale (VALE3) viu uma valorização de 65,3% em doze meses do seu capital investido.

Para Luiz Barsi, proprietário da Barsi Investimentos, a mineradora continua apresentando boa capacidade de geração de caixa e deve sustentar esse ritmo nos próximos anos.

Isso acontece mesmo em um ambiente marcado pela volatilidade nos mercados globais, com minério oscilando conforme a demanda chinesa. Assim, a mineradora manteve seu apelo entre investidores que buscam equilíbrio entre valorização do capital e renda.

“A alocação de capital deve ter alguma mudança a partir de 2026 com a tributação de dividendos, quando a empresa deve observar alternativas para remunerar os acionistas”

— Luiz Barsi, investidor.

A seguir, confira as simulações em detalhes.

VALE3: Sem dividendos, acionista viu valorização de 48,6% 

Entre 23 de dezembro de 2024 e o fechamento de 23 de dezembro dezembro de 2025, o papel da companhia apresentou uma trajetória positiva na Bolsa brasileira. No período, as ações saíram de R$ 49,03 para R$ 72,90, acumulando valorização de 48,6%.

O desempenho refletiu, entre outros fatores, a disciplina financeira da empresa, o foco em ativos de maior margem e a manutenção de uma política de remuneração ao acionista considerada agressiva quando comparada a outras blue chips da B3.

Uma simulação ajuda a dimensionar o impacto dessa performance no bolso do investidor. Considerando aportes de R$ 10 mil, R$ 20 mil e R$ 30 mil realizados em 23 de dezembro de 2024 e mantidos até 23 de dezembro de 2025, os ganhos seriam relevantes mesmo antes de incluir os dividendos distribuídos ao longo do período.

No caso de um investimento de R$ 10 mil, seria possível adquirir, de forma teórica, cerca de 204 ações da Vale ao preço de R$ 49,03. Um ano depois, com o papel cotado a R$ 72,90, o valor da posição alcançaria aproximadamente R$ 14,871 mil, gerando um lucro bruto de cerca de R$ 4,871 mil e retorno de 48,7%.

Um aporte de R$ 20 mil teria se transformado em algo próximo de R$ 29,743 mil, com ganho financeiro ao redor de R$ 9,743 mil. Já quem investiu R$ 30 mil veria o montante chegar a cerca de R$ 44,614 mil, o que representa um lucro bruto aproximado de R$ 14,614 mil no período, sempre desconsiderando os dividendos.

Dividendos turbinam o retorno 

Quando os dividendos entram na conta, o retorno total se torna ainda mais expressivo. Entre 26 de dezembro de 2024 e 26 de dezembro de 2025, a Vale anunciou pagamentos que somam R$ 8,14 por ação.

Nesse intervalo, a companhia distribuiu R$ 0,52 por ação, pagos em março de 2025, além de R$ 2,14 também em março, R$ 1,90 em setembro e R$ 3,58 anunciados em dezembro, com pagamento previsto para o início de 2026, mas com direito garantido aos acionistas posicionados até meados de dezembro de 2025.

Ao incluir esses proventos na simulação, um investimento inicial de R$ 10 mil em VALE3 teria alcançado cerca de R$ 16,531 mil em um ano. Além da valorização das ações, os dividendos adicionariam aproximadamente R$ 1,66 mil ao resultado, elevando o retorno total para cerca de 65,3% no período.

No caso de R$ 20 mil aplicados, o valor final subiria para algo em torno de R$ 33,064 mil, com cerca de R$ 3,321 mil provenientes exclusivamente dos dividendos.

Para um aporte de R$ 30 mil, a posição teria atingido aproximadamente R$ 49,595 mil, somando a valorização do papel e cerca de R$ 4,981 mil em proventos distribuídos pela companhia.

XP tem recomendação neutra 

Analistas seguem acompanhando de perto a tese de investimento da companhia. A XP, por exemplo, mantém recomendação neutra para o papel, mas destaca sinais de melhora nos fundamentos.

Em paralelo, projeções indicam um cenário mais favorável para os lucros das empresas brasileiras listadas nos próximos anos, o que tende a beneficiar companhias com perfil exportador e forte geração de caixa, como a Vale.

Vale se beneficia dos ciclos positivos 

Os números ajudam a explicar por que a Vale continua entre as preferidas tanto de investidores pessoa física quanto institucionais.

Além de se beneficiar dos ciclos positivos das commodities, a empresa mantém uma estrutura de capital sólida, baixo nível de endividamento e foco em projetos de maior retorno.

Esses fatores sustentam não apenas a valorização das ações, mas também a capacidade de remunerar seus acionistas de forma consistente ao longo do tempo.

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