O dólar comercial encerrou a quarta-feira (18) praticamente estável, cotado a R$ 5,5012, uma leve alta de 0,07% — influenciado sobretudo pela decisão do Fed, que manteve os juros entre 4,25% e 4,50% ao ano, sem surpresas, e sinalizou que prevê ao menos dois cortes este ano.
No mercado interno, a moeda oscilou entre R$ 5,5123 de máxima e R$ 5,4756 de mínima, evidenciando um mercado cambial engessado em um dia marcado pela decisão do Copom, que elevou a Selic em 0,25 ponto percentual, levando a taxa básica de juros para 15% ao ano.
A alta, embora já amplamente precificada pelo mercado, reforçou o clima de cautela entre os investidores, que seguem atentos ao impacto nos ativos locais e à condução da política monetária nos próximos meses.
Para os traders do mini dólar, a quarta-feira foi de operações enxutas, com faixa de negociação reduzida e volatilidade contida. O volume foi modesto, reflexo do “modo vigilante” dos traders, que aguardam os próximos direcionais para calibrar estratégias no curto prazo.
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Os contratos do minidólar WDON25, com vencimento em julho, encerraram a última sessão em baixa de 0,21%, aos 5.496 pontos, em um pregão marcado por lateralização no curto prazo.
Análise do gráfico de 15 minutos
Na última sessão, o minidólar apresentou movimento lateralizado no gráfico de 15 minutos, encerrando o dia abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. O cenário reforça a necessidade de rompimento das faixas de consolidação para definir tendência.
Para o pregão desta sexta-feira (20), os traders devem ficar atentos aos principais níveis gráficos, com destaque para o suporte em 5.485/5.480 pontos e a resistência em 5.516,5/5.524 pontos no gráfico de 15 minutos — regiões decisivas para a definição do próximo movimento do dólar futuro no intraday.
A superação da resistência nos 5.516,5/5.524 pontos pode abrir caminho para testes nas próximas regiões de resistência em 5.536/5.541,5 pontos, com alvo mais distante em 5.554/5.567,5 pontos.
Por outro lado, caso o ativo rompa o suporte em 5.485/5.480 pontos, o fluxo vendedor tende a se intensificar, mirando os suportes seguintes em 5.461/5.456 pontos e, em um alvo mais longo, 5.441/5.435 pontos.
O gráfico diário do minidólar mantém a tendência de baixa, com o ativo abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, ambas com inclinação negativa. O preço está afastado das médias curtas, o que abre espaço para eventual correção técnica nos próximos pregões.
Para continuidade do movimento de baixa, será necessário romper a região de suporte nos 5.480/5.444,5 pontos, o que pode buscar o alvo nos 5.410,5 pontos.
Já para retomar a alta, o primeiro desafio será superar os 5.529,5/5.543 pontos, com alvos mais longos em 5.611/5.631 pontos. O IFR (14) está em 32,55, próximo da região de sobrevenda.

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Dólar futuro (WDON25): Gráfico de 60 minutos
Analisando o gráfico intraday de 60 minutos, observa-se que o minidólar encerrou a última sessão em queda, operando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos e mantendo um movimento de consolidação na região dos fundos.
Para que a tendência de baixa ganhe continuidade, será necessário o rompimento do suporte nos 5.485/5.480 pontos, o que poderá abrir espaço para testes nos próximos suportes em 5.446,5/5.431,5 pontos.
Caso essa faixa também seja superada pelos vendedores, o fluxo negativo tende a se intensificar, com alvos em 5.400,5/5.383,5 pontos e, em cenário de maior pressão, até 5.351,5 pontos.
Por outro lado, para retomar um movimento de alta, o ativo precisará superar a resistência dos 5.521/5.534 pontos, confirmando o fechamento acima dessa faixa. Se esse rompimento ocorrer, o fluxo comprador poderá ganhar força e buscar novas resistências em 5.564,5/5.579,5 pontos, com alvo mais longo na região dos 5.601/5.612 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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