O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira (18) aos 138.716,64 pontos, com leve recuo de 0,09%, em meio a um dia de cautela global e ausência de referências claras nas bolsas internacionais.
O mercado exterior foi marcado pela decisão do Federal Reserve, que manteve os juros inalterados e sinalizou dois cortes ainda este ano, enquanto as tensões geopolíticas no Oriente Médio adicionaram uma camada extra de aversão ao risco. No cenário doméstico, o índice foi pressionado pelo recuo de blue chips ligadas a commodities e bancos, destacando-se Petrobras, Vale e os grandes bancos como principais responsáveis pela queda.
Para os traders do mini-índice, o dia foi caracterizado por baixa volatilidade e movimentação limitada, com os contratos futuros oscilando num range estreito. A cautela predominou, com operadores preferindo aguardar sinais mais definitivos — tanto o comunicado do Fed quanto o anúncio do Copom, que elevou a Selic para 15% — antes de ampliar posições direcionalmente.
Sem um catalisador claro, o volume seguiu moderado, mantendo o mini-índice alinhado ao desempenho do spot e sugerindo que o fluxo estrangeiro, embora presente, permaneceu tímido, reforçando a necessidade de atenção redobrada ao calendário de eventos macro no curto prazo — especialmente à manutenção da taxa básica de juros no Brasil.
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Os contratos de mini-índice WINQ25, com vencimento em agosto, encerraram a última sessão com leve alta de 0,04%, aos 141.655 pontos, após um pregão marcado por lateralização no curto prazo.
Análise do gráfico de 15 minutos
Na última sessão, o mini-índice operou lateralizado no gráfico de 15 minutos, testando a linha de tendência de alta (LTA) de seu canal e a média móvel de 200 períodos. O ativo encerrou o dia acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que reforça a possibilidade de retomada da alta.
Para o pregão desta sexta-feira (20), os traders devem estar atentos aos principais níveis gráficos, com destaque para o suporte em 141.050/140.700 pontos e a resistência em 142.000/142.340 pontos no gráfico de 15 minutos — faixas decisivas para a definição do próximo movimento direcional do índice futuro.
Caso haja entrada de volume comprador nas primeiras faixas de resistência. O rompimento da resistência dos 142.000/142.340 pontos pode abrir espaço para buscas mais altas, inicialmente em 142.980/143.500 pontos, e em um cenário mais alongado, na faixa de 144.120/144.450 pontos.
Por outro lado, para o início de um movimento de baixa, será necessário o rompimento do suporte em 141.050/140.700 pontos, o que poderá acionar fluxos vendedores em direção às próximas faixas de suporte em 140.160/139.900 pontos e, em um alvo mais distante, 139.470/139.260 pontos.
O gráfico diário do WINQ25 segue apontando tendência de alta no curto prazo, com o ativo acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. No entanto, o fechamento da última sessão deixou um candle do tipo doji, padrão que revela o equilíbrio entre as forças compradora e vendedora na região atual de preços.
Para que a alta continue, será necessário superar a resistência dos 143.030/143.710 pontos, abrindo caminho para alvos mais altos em 145.080/145.630 pontos e nos topos históricos em 148.520/149.400 pontos.
Já do lado da defesa, os suportes imediatos no diário estão em 141.060/140.270 pontos e 137.390/136.800 pontos, cuja perda pode acelerar um movimento de baixa até 134.550 pontos. O IFR (14) está em 53,68, em zona neutra.

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WINQ25: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o mini-índice também fechou no campo positivo na última sessão, operando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. O ativo testou a média de 200 períodos e, após recuo, os compradores tentam retomar o controle, mas encontram dificuldade para romper a resistência dos 142.000 pontos. Para este pregão, atenção especial aos níveis de resistência em 142.000/142.230 pontos e suporte em 140.900/140.700 pontos.
Um rompimento consistente acima da resistência dos 142.000/142.230 pontos pode destravar alvos em 142.980 pontos e, posteriormente, acionar um pivô de alta com potencial para buscar os 144.450 pontos.
Na ponta oposta, caso o índice perca o suporte dos 140.900/140.700 pontos, há espaço para recuos até 139.475/139.715 pontos, com alvos mais distantes na faixa de 137.790/137.110 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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