Chegar a uma final da NBA é uma façanha para poucos. Chegar como referência técnica de uma equipe que busca um título inédito é um peso ainda maior nos ombros. Nesse papel estão Shai Gilgeous-Alexander e Tyrese Haliburton, jovens líderes do Oklahoma City Thunder e do Indiana Pacers, que, além da pressão da quadra, têm que superar problemas típicos de sua geração: as pesadas críticas das redes sociais.
Os dois estarão em quadra no jogo 2, hoje, às 21h, no Paycom Center, após os Pacers abrirem 1 a 0 na série em um jogo 1 incrível. ESPN, Band e Disney+ transmitem.
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Shai completa 27 anos no mês que vem. Haliburton, herói dos Pacers na abertura da série, fez 25 em fevereiro. São partes da chamada geração Z, que cresceu em paralelo ao desenvolvimento da internet. Chegaram à liga no auge das redes sociais e têm a carreira documentada postagem a postagem, com direito a muitas curtidas e haters.
Em abril, Haliburton viu uma pesquisa anônima entre os jogadores, feita pelo site The Athletic, apontá-lo como o “mais superestimado”. O resultado bombou nas redes e virou provocação generalizada nas arquibancadas. Mais um problema em uma temporada em que o jogador precisou superar uma crise de saúde mental.
Em maio, o mesmo The Athletic o entrevistou e revelou que Haliburton lê com frequência o que é dito sobre ele nas redes. A intenção é usar os comentários como motivação para calar os haters, mas nem sempre dá certo.
Hali, que vinha de lesão na coxa pouco antes de ser convocado pela seleção americana para os Jogos Olímpicos de Paris, praticamente não atuou no torneio, o que o fez virar piada. Além disso, viveu um péssimo início de temporada, agravado por um jogo contra o New York Knicks em que terminou zerado em pontos.
— Fui consumido num nível que parei de olhar os comentários. Não queria enfrentar as coisas de cabeça erguida, não queria me olhar no espelho. Estava correndo dos holofotes. Nunca tinha sentido tanta insegurança antes, foi um choque de realidade — contou.
Para além da evolução coletiva dos Pacers ao longo da temporada, um dos grandes responsáveis pela virada de chave do camisa 0 foi Drew Hanlen, um treinador de habilidades famoso entre os atletas que se tornou praticamente motivador pessoal do jogador.
O armador e Hanlen estabeleceram que o foco seria esquecer tudo em quadra e sempre olhar para “a coisa laranja”: o aro. Foi nessa “coisa laranja” que seu arremesso quicou antes de cair e levar o jogo 1 contra aqueles mesmos Knicks, agora na final do Leste, para a prorrogação, em pleno Madison Square Garden.
Shai e os lances livres
O caso de Shai mexe com a cultura do jogo. Desde que passou a ganhar relevância e tração na disputa pelo prêmio de MVP (melhor jogador da temporada regular), que venceu, cresceram as críticas de que cava faltas para bater lances livres.
De fato, o armador tem um estilo de jogo que torna o contato físico quase inevitável, principalmente nas infiltrações para o arremesso. Como consequência, as redes explodem em comentários como “mercador de lances livres” ou “jogador antiético”.
Pai de Ares, de 1 ano, com experiência em Jogos Olímpicos e líder de um time com companheiros ainda mais jovens, Shai não costuma responder a essas críticas.
Uma das únicas menções ao assunto associada ao camisa 2 veio do ex-ala Richard Jefferson, que afirmou, em podcast, ter ouvido de Shai que ele gosta das críticas.
— Eu amo isso. Significa que estão pensando em mim — teria dito o armador do OKC.
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