Nesta segunda-feira, 2 de junho, o Ibovespa registrou sua quarta queda consecutiva, encerrando o pregão com recuo de 0,18%, aos 136.786,65 pontos. O desempenho negativo foi influenciado por fatores externos e internos. No cenário internacional, o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o aumento das tarifas de importação de aço de 25% para 50% gerou preocupações nos mercados globais. A União Europeia respondeu com ameaças de retaliação, aumentando as tensões comerciais. No entanto, a possibilidade de uma conversa entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping trouxe algum alívio, levando os índices de Nova York a fecharem em alta. Internamente, as discussões sobre o aumento do IOF e as incertezas fiscais continuaram a pesar sobre o mercado, mesmo com a valorização das ações da Vale e da Petrobras.
Para os traders que operam o mini-índice (Ibovespa futuro), o ambiente atual requer atenção. A volatilidade observada no mercado, influenciada por fatores internos, como mudanças fiscais e tributárias, e externos, como as políticas econômicas dos EUA, pode gerar oportunidades, mas também riscos. Monitorar de perto os desdobramentos dessas questões e os indicadores econômicos será fundamental para embasar as estratégias de negociação no pregão seguinte.
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Os contratos do mini-índice (WINM25, vencimento em junho) encerraram a última sessão no campo negativo, com queda de 0,42%, cotados a 137.435 pontos. Com isso, acumula quatro sessões consecutivas de baixa, reforçando a pressão vendedora no curto prazo.
Análise do gráfico de 15 minutos
O gráfico de 15 minutos segue apresentando um cenário fragilizado, com o mini-índice operando abaixo das médias de 9 e 21 períodos, sustentando o viés vendedor.
Se a pressão continuar, o mercado terá como primeiro teste relevante o suporte em 137.325/136.985 (1). A perda dessa faixa pode intensificar o movimento de queda, com próximos alvos em 136.190/135.870 (2) e, na sequência, 135.475/134.900 (3).
Por outro lado, para reverter o cenário de curto prazo, será necessário que os compradores retomem força e consigam superar a resistência em 137.685/138.050 (1). Vencido esse patamar, o índice poderá buscar as resistências em 138.485/138.840 (2) e, posteriormente, 139.200/139.335 (3).
No gráfico diário, a situação técnica ficou mais delicada após o rompimento das médias de 9 e 21 períodos, que até então sustentavam a tendência de alta. O movimento de sexta-feira mostrou tentativa de reação, mas não foi suficiente: entrou fluxo vendedor na região das médias e o índice voltou a fechar no negativo.
Agora, o suporte mais relevante no diário passa a ser a média de 200 períodos, localizada nos 135.985 pontos, que servirá como divisor de águas. A perda dessa média pode configurar uma reversão mais ampla, enquanto sua preservação pode sustentar uma retomada da tendência anterior.
Para voltar a ganhar força compradora, o mercado precisa superar a resistência na faixa de 138.870/139.570, o que abriria espaço para buscar os alvos em 141.080/141.625 pontos.
Por enquanto, o IFR (14) no diário segue em 48,29, em região neutra.

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WINM25: Gráfico de 60 minutos
O gráfico de 60 minutos confirma a leitura de fraqueza no curtíssimo prazo. O mini-índice fechou a quarta sessão consecutiva de baixa, operando abaixo das médias de 9, 21 e 200 períodos, o que reforça o viés vendedor.
Se a pressão se mantiver, o primeiro suporte relevante está em 137.240/136.985 (1). A perda dessa região poderá abrir espaço para quedas mais acentuadas, com os próximos suportes localizados em 136.290/135.175 (2) e, mais abaixo, 134.675/134.110 (3).
Para qualquer tentativa de recuperação no intraday, o índice precisa superar a resistência em 137.675/138.095 (1). Caso consiga romper essa faixa, terá potencial para buscar os níveis de resistência em 138.840/139.110 (2) e, na sequência, 139.570/140.110 (3).

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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