Nesta quinta-feira, 29 de maio, o dólar à vista encerrou o pregão em baixa de 0,51%, cotado a R$ 5,666. A desvalorização da moeda norte-americana foi impulsionada por fatores externos, principalmente após a Corte de Comércio Internacional dos Estados Unidos bloquear a maioria das tarifas impostas pelo governo Trump a produtos estrangeiros. Essa decisão aumentou o apetite por risco nos mercados globais, favorecendo moedas emergentes como o real.
Além disso, indicadores econômicos dos EUA, como o Produto Interno Bruto (PIB), inflação PCE e pedidos de auxílio-desemprego reforçaram a percepção de resiliência da economia americana, reduzindo as expectativas de mudanças na política monetária do Federal Reserve no curto prazo. No cenário doméstico, embora as discussões sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) não tenham sido o principal motor do câmbio, os agentes permaneceram atentos às movimentações em Brasília .
Para os traders que operam o minidólar, o ambiente atual requer atenção. A volatilidade observada no mercado cambial, influenciada por fatores internos, como mudanças fiscais e tributárias, e externos, como as políticas econômicas dos EUA, pode gerar oportunidades, mas também riscos. Monitorar de perto os desdobramentos dessas questões e os indicadores econômicos será fundamental para embasar as estratégias de negociação no pregão seguinte.
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O minidólar (WDON25), agora com vencimento em julho, encerrou a sessão de ontem (quinta-feira) em queda de 0,45%, aos 5.703 pontos.
O dia marca o vencimento dos contratos WDOM25, que deram lugar ao ticker WDON25, agora referência para julho.
Análise do gráfico de 15 minutos
Olhando para o gráfico de 15 minutos, o minidólar encerrou a última sessão no campo negativo, reforçando a pressão vendedora de curto prazo. Apesar da queda, o ativo segue acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que indica uma leve proteção compradora, mas sem força expressiva até aqui.
A formação técnica indica um mercado congestionado, com os traders aguardando um rompimento para definir direção. No lado comprador, será essencial a entrada de fluxo para superar a resistência em 5.709/5.712 pontos. Se esse rompimento acontecer, o ativo terá espaço para buscar as próximas resistências em 5.720/5.735 pontos, e, na sequência, uma faixa mais robusta de resistência entre 5.743/5.755 pontos.
Por outro lado, se o fluxo vendedor se intensificar e o ativo romper o suporte imediato em 5.696/5.689 pontos, abre-se espaço para continuidade da pressão, mirando os próximos suportes em 5.679/5.672 pontos, e mais abaixo na região de 5.651/5.638 pontos, que configura uma zona de suporte mais forte no curto prazo.
No gráfico diário, a configuração também inspira cautela. O ativo voltou a trabalhar com viés de baixa após romper as médias móveis de 9 e 21 períodos, reforçando a percepção de mercado mais enfraquecido no momento.
O movimento recente é de lateralização, com o dólar futuro oscilando dentro de um range mais estreito. Vale destacar que o ativo testa uma região crítica, já que a perda da faixa de 5.679 pontos pode acionar um fluxo vendedor mais intenso, mirando inicialmente a mínima do ano registrada em 5.638,5 pontos. A perda desse patamar ampliaria a pressão, podendo levar o ativo a buscar regiões mais baixas.
Por outro lado, para qualquer tentativa de recuperação, o dólar futuro precisará vencer a resistência na faixa de 5.740/5.788 pontos. Se esse rompimento ocorrer, o próximo alvo estará projetado na casa dos 5.819 pontos.
O IFR (14) no diário está em 45,62, mostrando um mercado tecnicamente neutro, sem sinais de sobrecompra ou sobrevenda no momento.

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Dólar futuro (WDON25): Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o comportamento é muito parecido com o de curtíssimo prazo: mercado lateralizado, com as médias móveis de 9 e 21 períodos trabalhando praticamente de lado, refletindo essa indecisão dos players no intraday mais amplo.
Para retomar o viés de alta, será necessário romper a região de resistência entre 5.711/5.720 pontos. Acima desse patamar, o fluxo comprador pode ganhar força, mirando resistências mais robustas em 5.756/5.767 pontos, e, em uma extensão do movimento, na faixa de 5.788 pontos, com alvo mais longo projetado em 5.818 pontos.
Por outro lado, se a pressão vendedora se intensificar, o ativo precisará perder a região de suporte em 5.679/5.672 pontos. Abaixo dessa faixa, o cenário se agrava, com expectativa de quedas mais firmes em direção aos suportes em 5.651/5.638,5 pontos, e, em caso de continuidade da pressão, nos níveis de 5.616/5.585 pontos, que configuram a base mais longa do gráfico.

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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