A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira uma nova fase da operação que investiga um suposto esquema de venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo a PF, o foco desta ação mira nos possíveis “mandantes e eventuais coautores” do assassinato do advogado Roberto Zampieri, morto em dezembro de 2023.
O advogado foi peça chave na investigação sobre um suposto esquema de venda de decisões do Poder Judiciário, que foi descoberto inicialmente no Tribunal de Justiça de Mato Grosso e depois se estendeu para o STJ. Foi a partir do celular dele que as autoridades se depararam com indícios de pagamento de propina a desembargadores e assessores de ministros do STJ.
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Os agentes estão cumprindo cinco mandados de prisão preventiva, quatro mandados de monitoramento eletrônico, seis mandados de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais, além de medidas cautelares como o recolhimento de passaportes.
As ações foram expedidas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, que conduz o inquérito na Corte em razão de envolver juízes com foro privilegiado.
De acordo com as investigações, a organização criminosa contratou um grupo que praticava espionagem e homicídios sob encomenda para executar o advogado.
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