Ibovespa tem alta discreta com volume reduzido por feriado nos EUA; veja destaques

(Reuters) – O Ibovespa fechou com uma alta modesta nesta segunda-feira, com a liquidez afetada por feriado nos Estados Unidos, tendo Braskem (BRKM5) entre os destaques positivos após oferta pelo controle da petroquímica, enquanto JBS (JBSS3) figurou entre as maiores quedas, ajudando a atenuar os ganhos.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,23%, a 138.136,14 pontos, tendo marcado 137.794,97 pontos na mínima e 138.799,68 pontos na máxima do dia. O volume financeiro somou apenas R$10,9 bilhões.

As bolsas em Nova York ficaram fechadas nesta segunda-feira em razão de feriado nos EUA, o que reduziu a liquidez na B3, mas o noticiário norte-americano seguiu no radar, com decisão do presidente Donald Trump de adiar as tarifas de 50% sobre a União Europeia para 9 de julho, o que trouxe alívio.

De acordo com analistas do Itaú BBA, o Ibovespa formou um suporte na região dos 135.000 pontos no último pregão, e caso retorne a cair e perca essa mínima, o movimento de realização pode se estender até os 132.800 pontos, mostrou o relatório Diário do Grafista nesta segunda-feira.

“É crucial ressaltar que o cenário atual é positivo para a bolsa e, enquanto o índice se mantiver acima dos 132.800 pontos, a expectativa é de retomada da tendência de alta. Para isso, a primeira resistência está em 138.900 pontos, antes de avançar em direção aos 142.000 e 150.000 pontos”, ponderaram.

DESTAQUES

  • BRASKEM PNA (BRKM5) avançou 4,15%, após a companhia confirmar que a Novonor recebeu proposta não vinculante de fundo detido pelo empresário Nelson Tanure para aquisição do controle da petroquímica. Na sexta-feira, as ações da Braskem já tinham saltado mais de 9% após notícias relacionadas à oferta. A Novonor tem 50,1% do capital votante da empresa. Analistas do BTG Pactual afirmaram que a oferta pode marcar o início de um novo capítulo na narrativa de controle da Braskem, mas permanecem cautelosos até que haja mais clareza.
  • ASSAÍ ON (ASAI3) valorizou-se 5,97%, tendo como pano de fundo relatório do UBS BB reiterando recomendação de compra e elevando o preço-alvo de R$10,50 para R$13.
  • AZUL PN (AZUL4) ganhou 4,81%, mantendo a volatilidade em meio a incertezas envolvendo a saúde financeira da companhia aérea. No mês, o papel ainda contabiliza uma perda de mais de 29%.
  • JBS ON (JBSS3) caiu 3,63%, acompanhada de MINERVA ON (BEEF3), que fechou em baixa de 2,51% e BRF ON (BRFS3), que cedeu 0,51%. Analistas do Santander chamaram a atenção para uma saída estimada de R$550 milhões de fundos passivos com o fim das ações da JBS no Brasil (a proposta da dupla listagem prevê que BDRs dos papéis listados nos EUA sejam negociados no Brasil), considerando que os papéis deixarão de fazer parte do Ibovespa e IBRX 100. O Goldman Sachs reiterou compra para JBS e elevou o preço-alvo de R$54,20 para R$ 55,70.

  • RAÍZEN PN (RAIZ4) recuou 7,94%, após três fechamentos com ganhos, período em que acumulou ganho de mais de 27%, com agentes do mercado atentos a eventuais vendas de ativos pela maior processadora de cana do mundo e uma das principais distribuidoras de combustíveis no Brasil. A empresa, uma joint venture da Cosan (CSAN3) com a Shell, tem buscado vender ativos para reduzir dívida.
  • RUMO ON (RAIL3) avançou 2,77%, tendo no radar relatório do Citi com um “upside 30-day catalyst watch” para a ação. Os analistas citaram que, com a aproximação da colheita da segunda safra de milho do Brasil, dados semanais de logística começaram a mostrar uma inflexão positiva nas margens e tarifas dos caminhoneiros. “Considerando que o aumento da colheita de milho pode agora coincidir com um grande potencial para as exportações de soja, acreditamos que essa pressão continuará nas próximas semanas, impulsionando as tarifas de frete e sustentando maiores volumes de grãos transportados.”
  • PETZ ON (PETZ3) caiu 3,13%, com as atenções voltadas para o andamento da fusão da companhia com a rival Cobasi. Na última sexta-feira, Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica registrou pedido ao Departamento de Estudos Econômicos do órgão para a elaboração de um estudo sobre a operação.
  • VALE ON (VALE3) perdeu 0,57%, acompanhando os futuros de minério de ferro na China, onde contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian DCIOcv1 encerrou as negociações do dia com queda de 2,21%, a 706,5 iuanes (US$98,47) a tonelada. No início da sessão, o contrato atingiu 704 iuanes, valor mais baixo desde 12 de maio.
  • PETROBRAS PN (PETR4) cedeu 0,32%, tendo no radar declaração da presidente da estatal de que a companhia avalia que os preços de seus combustíveis a distribuidoras no Brasil estão abaixo da paridade de importação e podem cair mais, dependendo da cotação do petróleo.
  • ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) valorizou-se 0,21%, em pregão com o sinal positivo prevalecendo no setor. BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) subiu 1,02%, SANTANDER BRASIL UNIT (SANB11) registrou variação positiva de 0,9%, BTG PACTUAL UNIT (BPAC11) fechou com acréscimo de 0,66% e BRADESCO PN (BBDC4) avançou 0,51%.

  • ZAMP ON (ZAMP3), que não está no Ibovespa, caiu 6,96%, após a companhia anunciar que sua controladora, Mubadala Capital, avalia a “possibilidade” de fazer uma oferta pública de aquisição (OPA) das ações da empresa para fechar o capital da franqueadora de redes de fast food. Na sexta-feira, as ações da Zamp dispararam quase 17%.

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